A reta final no Brasileirão foi marcada por diversas teorias conspiratórias. Teria o advogado da Lusa se vendido? O Cruzeiro entregou o jogo ao Vasco para contratar o Marlone? Houve mala branca e mala preta? O Flamengo e Fluminense agiram de maneira não adequada para evitar o rebaixamento?
Essa onda de boatos e especulações é comum no futebol brasileiro. Mas creio que existam atores novos nesse enredo - os empresários e grupos de investidores que atuam cada vez mais de maneira decisiva no futebol brasileiro.
Não vejo nenhum crime na atuação dos agentes e empresários, mas confesso que não sou admirador desse modelo, pois preferia ver o protagonismo dos clubes nesse área. No entanto, na medida em que os empresários assumiram uma posição destacada na vida do futebol brasileiro, não dá para desconsideraremos a atuação deles. A própria regulamentação da atividade de agende é uma iniciativa em curso que merece nosso apoio. E por que não considerar a possível atuação deles nos episódios aos quais me referi no início deste texto?
Na Europa, A UEFA andou tratando desse tema, pois identificou a atuação de empresários na armação de resultados de jogos decisivos.
No Brasil, grupos de investidores se relacionam com jogadores, treinadores, advogados sem nenhum tipo de transparência. Mais uma vez, ficam apenas os Clubes, atletas e treinadores expostos. Voltemos ao caso do meu Vasco. Quem comprou parte dos direitos econômicos do Marlone foi o grupo de investidores e não o Cruzeiro, mas quem levou a fama de entregar o jogo foi o clube.
Sendo assim, defendo que exista transparência na identificação de quais empresários estão atuando em cada um dos times das séries A e B. Pra começar, esse trabalho deveria ser feito imediatamente no bojo das investigações e processos relacionados a todos os times ameaçados de rebaixamento. Seria uma bela demonstração de lisura e ética no futebol brasileiro.De quebra, ainda poderemos ter algumas surpresas, ou sustos...
Fica a Dica.
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