A imagem não ajuda muito, pois o BlackBerry tem uma Câmera que é um horror. Mas esta é a foto de uma família de bolivianos cantando em plena Rua 25 de Março, em São Paulo. Eu atirei na sesta feira passada, quando passei rapidamente por São Paulo. O menino cantava Roberto Carlos.
Minutos depois, em conversa com taxista, falamos sobre como alguns bairros paulistas estão recebendo centenas de latinos, chineses e coreanos. Segundo esse taxista, bairros fundados por italianos, como o Brás, recebem semanalmente novas famílias de imigrantes. Algumas festas e costumes da italianada estão sendo deixados de lado nesses bairros. Enquanto ele falava, eu lembrava de uma reportagem que assisti recentemente sobre a rejeição de brasileiros aos bolivianos em escolas e ambientes de trabalho em São Paulo. Preconceito, violência, trabalho escravo.... um monte de absurdos num país formado por imigrantes e que se orgulha do esforço de portugueses, alemães, açorianos e japoneses na construção do Brasil.
Esses homens e crianças chegam ao nosso país tentando sustentar suas famílias e construir sagas pessoais e comunitárias. É uma missão talvez mais difícil que a dos imigrantes do início do século XX. É difícil a competição num ambiente de disputa acirrada com os brasileiros, a cultura deles deve encontrar dificuldade para se manter unida e e viva. Ao mesmo tempo, parece que o poder público brasileiro tem se mantido distante dessa gente nova que aqui tem chegado.
É um desafio para o Poder Público receber essa nova leva de estrangeiros de maneira fraterna e legal e que absorva as contribuições culturais que eles podem nos trazer. O que eu tenho percebido é uma invisibilidade coletiva associada a uma presença cada vez maior desses rostos novos nas ruas, fábricas e lojas nos grande centros urbanos.
É preciso atuar para não vermos mais casos de de bullying, exploração de trabalhadores e preconceito.

De fato, tem havido movimentações de imigração, por exemplo, a quantidade de brasileiros que foram morar em outros países. Além do mais, afinal para que serve essa globalização que o mundo tanto louva, se não se aprende a receber "os outros"? A diversidade não pode ser positiva, tem-se de ficar preso a bairrismos mesmo?
ResponderExcluirOs estrangeiros em lugar nenhum são os responsáveis pelas crises estruturais, é bom dizer, isso é fruto do capitalismo. Belo texto meu bem.