Um momento a agradecer a Deus.

Um momento a agradecer a Deus.
Conduzir a tocha Olímpica foi um presente de Deus

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O VASCO E O DESAFIO DA REESTRUTURAÇÃO DOS SEUS ESPORTES OLÍMPICOS

·         A torcida vascaína acompanha ansiosa o desfecho da briga política, administrativa e judicial para obtenção das certidões negativas de débito que permitirão ao Vasco a obtenção de verbas públicas de patrocínios e convênios.

·         A vitória nessa batalha será apenas a primeira etapa das muitas que separam o Clube das receitas que poderão dar novo fôlego aos esportes olímpicos.  Digo muitas, pois o êxito na captação de recursos requererá muito mais do que as essenciais certidões.

·         O Vasco precisa se estruturar adequadamente e estabelecer um bom planejamento estratégico e um plano de execução ágil e eficiente. Tudo isso apoiado num modelo de governança ágil e adequado.

·         O esporte brasileiro vive um novo momento, com muito mais recursos disponíveis nos três níveis de governo, nas estatais e nas empresas privadas. Há possibilidade de convênios com o poder público e com a Confederação Brasileira de Clubes (a mais nova fonte de recursos para o esporte e que brevemente estará à disposição dos clubes para a iniciação de atletas de alto rendimento). A Lei de Incentivo ao Esporte trouxe para o desporto o orçamento de empresas que até então se dedicavam prioritariamente à cultura que já dispunha de leis de Incentivo há mais tempo.

·         O Vasco possui infraestrura instalada, tradição e experiência de desenvolvimento do esporte além de enorme torcida em todo território nacional.  Fatores decisivos para o sucesso de uma política esportiva.

·         No meu entendimento, os poderes do Clube deveriam estabelecer as bases para um amplo e urgente planejamento estratégico para esse setor que sobrevoasse as diferenças políticas presentes a um ano das eleições no Clube. Em seguida, instituir uma comissão de dirigentes e profissionais que liderem o processo de planejamento e posterior execução de seus resultados. Utilizar as bases desse processo como norteadores de um plano plurianual que servisse de orientação para duas ou três gestões administrativas do Clube. Algo que seja democraticamente construído e que assim se tornasse perene, sem ser inflexível. Sujeito apenas a correções de rumos advindas de um processo de controle de metas, ou alterações do ambiente esportivo dentro e fora do clube.   

·         É preciso compreender a realidade do esporte brasileiro em suas particularidades de cada modalidade e se posicionar de forma destacada e de liderança – uma vocação vascaína por essência. É preciso eleger esportes prioritários e identificar o potencial e o risco de se investir em outros. Para cada um deles será preciso um plano de negócios embasado num consistente estudo de viabilidade. Creio que cada esporte deva ser uma unidade de negócio apoiada e acompanha pelos poderes do clube. É preciso uma política orçamentária capaz de usar os recursos disponíveis e de ser ajustada no decorrer do tempo.

·         Cada modalidade esportiva possui características distintas com potencial e forma de captação diferentes.  Há níveis diferentes de dependência de recursos públicos diretos e indiretos (lei de incentivo) para cada uma delas. Presença desigual entre elas no território nacional.

·         Qual a tradição e os resultados históricos do clube. Quais esportes possuem melhor ambiente de desenvolvimento? Detentor de uma torcida nacional, com presença forte em vários estados da federação, em que locais o Vasco poderia fincar sua bandeira apoiado numa determinada modalidade?  Isto é possível, como, com quem e quando? Estas são análises que precisam ser feitas com inteligência e competência

·         Seria possível, por exemplo, instalar o basquete adulto em Brasília para disputar a NBB e aproveitar assim a paixão brasiliense pelo basquete e pelo Vasco?  Há vantagens para construção de parcerias na capital federal em relação ao Rio de Janeiro?

·         E o Futsal, esporte tão popular no sul do Brasil, não poderia encontrar em Santa Catarina parceiros interessados em ganhar visibilidade nacional com a nossa camisa? Nossa torcida é enorme naquele estado.

·         O Vasco tem tradição no atletismo, esporte mais democrático e, talvez, com maior potencial de crescimento no Brasil, em função de sua amplitude, potencial de medalhas e baixo desempenho atual. Onde a camisa vascaína poderia cruzar as novas pistas que estão sendo construídas no país com recursos do Governo Federal?

·         Quais parcerias poderiam ser feitas com colégios e universidades para a própria prática do esporte e ações de extensão e pesquisa?

·         O Vasco tem massa de torcedores no norte e nordeste do país. Como explorar esse potencial? O Beach Soccer fincou nossa bandeira em Manaus. Ainda que apenas com a participação em eventos, mas já é um avanço.

·         Tem havido discussões sobre a forte relação do Vasco com grandes nomes do MMA. Não se trata de esporte olímpico, mas o UFC  pode ser uma ferramenta de marketing para o Clube. Vale o investimento?

·         Com a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, existe uma oportunidade de recepção de delegações estrangeiras. Circulam notícias que o Minas Tênis Clube negocia com o Comitê Olímpico Britânico  a cessão temporária de suas dependências no período pré jogos.  Fala-se do Flamengo com os EUA. O Vasco pode vislumbrar alguma parceria com outros países? Quem cuida disso no Clube? As provas de Remo na Rio 2016 acontecerão na Lagoa Rodrigo de Freitas, as regatas da Vela ao lado da sede do Calabouço. Não estariam aí duas boas oportunidades de investimentos a serem feitos por seleções estrangeiras?

·         O Parque Aquático em São Januário precisa ser reformado e modernizado. Como fazer isso em sintonia com as oportunidades que se apresentam?

·         Como aproximar os inúmeros empresários vascaínos e montar um plano de investimento com recursos incentivados?

·         A experiência da campanha Dívida Zero pode servir de experiência para se montar um grupo de vascaínos que pudessem alocar parte do seu imposto de renda nos esportes olímpicos. Há empresas que fazem isso com seus altos funcionários.

·         O Brasil está instituindo uma Rede Nacional de Treinamento. Qual o lugar do Vasco nessa Rede?

·         Faz-se necessário montar uma equipe multidisciplinar que conjugue aspectos técnicos de cada modalidade e um conjunto de gestores, contadores  e advogados que subsidiem as ações de captação e utilização, principalmente, dos recursos públicos, cuja legislação e sistemas de execução requerem cuidados grandes. É bom frisar que um convênio mal executado poderá gerar recusa das prestações de contas e consequente inscrição do clube no rol das entidades inadimplentes.

·         Nada disso é simples, porém plenamente realizável para um clube com a grandeza do Vasco. As dúvidas a serem discutidas são muitas e instigantes. O processo eleitoral deve ser o espaço para convergir esforços criativos e de mobilização em defesa do Clube. O Vasco não pode passar mais uma década dividido, sob risco de ver comprometer seu maior patrimônio – a grandeza de sua torcida. As ameaças são inúmeras e cada vez maiores. Ou o Vasco reúne suas forças, ou amargará um futuro incerto.






Um comentário:

  1. Belo discurso, com visão empresarial e de futuro! O que falta aos clubes brasileiros - pequenos, médios ou grandes - é a gestão profissionalizada de suas atividades! Somente a partir disso e com um bom planejamento estratégico os clubes voltarão aos seus áureos tempos em que viviam cheios de associados e na vanguarda do esporte nacional!
    Trabalhei com a preparação física do karatê no Vasco, na gestão anterior a essa e o discurso era de que o Vasco somente investia no futebol, as outras modalidades que “se virassem”. Talvez tenhamos perdido a oportunidade de dar continuidade ao trabalho de atletas que foram medalhistas panamericanos nessa modalidade por causa dessa política... Triste realidade de uma mentalidade pequena de que somente o futebol é esporte lucrativo...

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