É com muita tristeza que tomei conhecimento da morte de Tia Zélia, integrante e fundadora da Velha Guarda da Mangueira. Em um ano, se foram: Mocinho, Erivá e Tia Zélia. São personalidades da cultura carioca e brasileira que deixam lacunas enormes. É verdade que tem havido maior reconhecimento das Velhas Guardas, que chegaram a receber a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura e a Medalha Tiradentes da ALERJ (esta última por iniciativa minha e do Dep. Edmilson Valentim). No entanto, o sambista, aquele que faz a história dessa fantástica manifestação cultural que é o samba, não tem o respeito devido.
O esforço deles próprios e de alguns produtores gera agendas esporádicas e, na maioria das vezes, com cachês abaixo do merecido. Para tentar reverter essa situação, há uma antiga reivindicação dos sambistas para que exista um Casa das Velhas Guardas, onde eles pudessem repassar aos mais novos suas experiências e realizar shows numa agenda regular e articulada com a programação cultural e turística do Rio de Janeiro.
Passam-se os anos, vamos perdendo nossos amigos da Velha Guarda sem que eles pudessem ter realizado o sonoa da casa tão desejada.
Fica, mais uma vez, a lembrança ao Governo do Estado, à Prefeitura do Rio e ao Ministério da Cultura. No mais, um beijo no coração da Velha Guarda da Mangueira e a homengame à Tia Zélia com os versos de Alcione:
Eu vou ficar
No meio do povo, espiando
Minha escola
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final...
Quando eu não puder
Pisar mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar...(2x)
Eu vou ficar
No meio do povo, espiando
Minha escola
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final...
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final...
Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De Samba, prá gente sambar...(2x)
Quando eu não puder
Pisar mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar...
Eu vou ficar
No meio do povo, espiando
A Mangueira
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final...
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final...
Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De Samba, prá gente sambar...(4x)
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