Morreu Erivá da Velha Guarda da Mangueira . Mais uma rosa guerreira que parte sem ter realizado o sonho de ver erguida a casa da Velha Guarda. Deixa viúvo o coração do nosso querido Ari.
Erivá era um doce de pessoa, excelente cantora e guardiã das tradições mangueirenses. Pude conhecer de perto os integrantes da Velha Guarda a partir do ano 2000, quando eles apadrinharam o Bloco o Remédio é o Samba. São 11 anos de momentos que não vão sair nunca da minha memória. Shows belos e emocionantes e momentos de solidariedade com o jovem e o velho sambista.
Nesse período é duro perceber o descaso com o sonho dessas pessoas que dedicaram suas vidas para tornar o nosso samba e carnaval a manifestação cultural pujante que ela é. Desde que os conheci, escuto histórias do passado e um incansável lamento pela falta de um espaço onde pudessem realizar seus shows e passar suas experiências aos mais jovens.
Nos últimos anos, nos despedimos de Jurandir, Quincas, Miguel, Zezinho e Mocinho. Hoje, se foi a primeira menina. Mais uma que parte com um lamento no peito e que deixará muita saudade nos corações de seus amigos e fãs. A casa deles continua sendo apenas um sonho. Entre tantos outros, como assistência médica e aposentadoria dignas
Fica o agradecimento pelo talento, carinho e amizade de todos que partiram. Mas fica também a necessidade de continuar a lutar em defesa deles. Ao Poder Público fica o chamado à responsabilidade para com nossos sambistas de ontem, hoje e sempre.
Erivá, siga com Deus. A roda de samba no céu ganha mais uma linda voz e um sorriso singelo. Ari, Força. Conte conosco.
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