Não se deve crucificar a Seleção brasileira que foi eliminada pelo Paraguai na Copa América, na tarde de ontem. É bom lembrar, inclusive, que isso não é nenhuma novidade e que tal fato já ocorrera em outras ocasiões e o futebol brasileiro não deixou de ser grande por causa disso. No entanto, o resultado me oferece a oportunidade de criticar uma frase infeliz da Revista Veja publicada recentemente em sua capa, onde estampou uma imagem de Neimar com uma bela coroa de ouro. A frase não me sai da cabeça: "FINALMENTE, surge um craque da estirpe de Pelé."
A frase é uma mistura de injustiça e precipitação. Ao usar a palavra "finalmente", seu autor ofende a memória e a inteligência de quem viu atuar jogadores como Rivelino, Zico, Ronaldo, Ronaldinho e Romário. Lembro ainda de Rivaldo, Falcão, Sócrates, Bebeto, Careca e Reinaldo. Todos à frente de Neimar na postulação de herdeiros da estirpe de Pelé.
Neimar é um grande jogador e dá sinais claros de que é craque. No entanto, furaram a fila das comparações. O novo menino de ouro da Vila está mais próximo de seu antecessor imediato - Robinho, outro grande craque brasileiro.
Em resumo, a comparação foi desmedida e a frase injusta. Pelé é um ser superior no futebol, um gênio. Foi campeão mundial três vezes e, para sucedê-lo, é preciso, ao menos, chegar perto dessas marcas. Ronaldo e Romário são, na minha opinião, seus herdeiros mais próximos. Garrincha é o parceiro de Pelé no ataque eterno do Brasil.
Para não perder a viagem, repito: Clubes fracos, futebol brasileiro em baixa.
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