Um momento a agradecer a Deus.

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Conduzir a tocha Olímpica foi um presente de Deus

terça-feira, 6 de maio de 2014

Estudo de Amir Samoggi sobre finanças dos clubes brasileiros revela grave situação do Vasco

O estudo anual do consultor de marketing e gestão esportiva Amir Somoggi acerca das finanças dos clubes brasileiros traduz em números o drama que vive o Vasco.

Segundo o estudo, que tem como base os balanços administrativos dos clubes brasileiros, o Vasco no ano de 2013, aumentou em 21% (quase cem milhões) o seu endividamento e teve um déficit de 3,1%. Nosso clube ocupa posição destacada no quesito de endividamento, justamente num ano em que foi rebaixado para a segunda divisão. O que aumenta ainda mais a dramaticidade e o absurdo do caso.

Para além do estudo de Samoggi, trago outros elementos para reflexão dos vascaínos. Aos resultados desastrosos nas finanças e em campo somam-se os seguintes problemas:

A infraestrutura do clube nunca esteve tão combalida. O Ginásio e o Parque Aquático estão destruídos.

O time campeão de 2011 foi desmontado sem que tivéssemos recebido o dinheiro total das vendas de Dedé e Diego Souza.

Nos últimos 5 anos, vendemos a valores questionáveis Philippe Coutinho, Alex Teixeira e Marlone. Perdemos jovens valores da base em razão de não pagamento de salários. Para piorar, comprometemos parte dos direitos econômicos de outros jovens em transações que trouxeram ao clube jogadores  de péssima qualidade, ou em fim de carreira vinculados a empresários, numa prática muito comum a clubes do interior e de pouca expressão. Nunca para nós.

O Vasco saiu da faixa principal da distribuição de cotas de TV e está em desvantagem a Flamengo, Corinthians e São Paulo.

O programa de captação de sócios – O Vasco é Meu é um fracasso. Na mesma situação se encontra o projeto de franquias de lojas de varejo, com algumas sendo fechadas e outras em dificuldade para os franqueados.

Não há sequer um esboço razoável e crível de reforma de São Januário. Perdemos a chance de usar adequadamente as oportunidades com a Copa no Brasil e desperdiçamos a chance de sediar o Rugby na Rio 2016.

Ou seja, o cenário é muito ruim. Nada disso, no entanto, me faz desacreditar na possibilidade de recuperação do Clube. Minha preocupação reside muito mais na política interna do Vasco. Vivemos duas décadas de agressiva luta interna. Num primeiro momento, havia uma polarização a favor ou contra Eurico. Atualmente são todos contra todos, com sangue nos olhos e pouco Vasco no coração e na mente.

A divisão do clube é enorme, a tal ponto de nos impedir de reagir aos desafios externos que se apresentam. Além disso, a instabilidade política diminui a confiança inspirada pelo clube a possíveis investidores.

Neste sentido, é preciso que os grande vascaínos coloquem o Vasco em primeiro plano. Não dá mais, por exemplo, que não tenhamos uma data para as eleições deste ano. O que desejam alguns? Que o Vasco permaneça na segunda divisão? Nosso clube e nossa torcida têm pressa sede de vitórias. O tempo não para e o futuro cobrará a fatura do tempo perdido. 

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